Computação em nuvem também está em grandes empresas

1 abr

Computação em nuvem também está em grandes empresas

Companhias enxergaram na ferramenta uma maneira de economizar. Startups devem investir neste modelo
A computação em nuvem vem crescendo no Brasil e no mundo. As empresas enxergaram neste modelo uma maneira de economizar verba e, ao contrário do que se pode pensar, a adoção vem extrapolando a fronteira de pequenas e médias companhias. “É interessante, porque quando as pessoas pensam em computação em nuvem, geralmente, elas pensam em pequenas empresas. E, quando nós olhamos para as nuvens públicas, nós vimos que isso não acontece”, afirmou o vice-presidente da IDC, Richard Villars.
Ele ainda explicou o por que as grandes companhias preferem a cloud. “Grandes empresas são inteligentes, elas têm pessoas para calcular o que sai mais barato para elas. Por isso, muitas utilizam este serviço.” E completa. “Em um nível nós vemos que elas têm unidades de negócios mais independentes que utilizam a nuvem, e de outro lado, existe o comprometimento corporativo com a cloud. Mas eu devo dizer que isto não é generalizado. A adoção de cloud também é marcada por pequenas e médias empresas (PME).”
Neste aspecto, Villars destaca as startups e a necessidade de contenção de verbas quando se está começando. Segundo ele, enquanto as pequenas empresas tendem a focar em serviço como backup online, e-mail e colaboração, as startups também precisam de serviços terceirizados. “Se você é uma startup, você não deve comprar nada além de PCs. Não deveria comprar softwares ou servidores, por isso você gasta o dinheiro em serviços de nuvem, porque é um jeito melhor de utilizar a sua verba.”
No Brasil, segundo uma pesquisa recente realizada pela IDC com 181 companhias brasileiras, 18% delas que já conhecem virtualização rodam algum serviço de nuvem.
Reinaldo Roveri, gerente de pesquisas da IDC, explica o que o fato representa para o mercado de computação em nuvem brasileiro. “Quando olhamos o cenário de médias e grandes empresas nós encontramos um universo com cerca de 400 mil, já o segmento de pequenas empresas tem mais de oito milhões de firmas. De um modo geral, menos de 5% utilizam algum tipo de serviços na nuvem na produção.”
A mesma pesquisa mostrou que as companhias brasileira têm dinheiro para investir e estão querendo se transformar. Cerca de 25% delas acreditam que o setor de TI passará por uma grande transformação nos próximos cinco anos.
Por aqui, a divisão dos serviços de cloud prestados também é a mesma que nos Estados Unidos: pequenas empresas procuram backup online, enquanto as grandes e médias empresas querem um serviço de outsourcing.
Receio
Mesmo com as previsões otimistas da IDC, algumas companhias brasileira ainda têm receio quando o assunto é computação em nuvem. As dúvidas referentes à segurança, armazenamento de dados e leis sempre deixam os CIOs com um pé atrás.
Segundo Roveri, as empresas querem garantias de que seus dados estão seguros e não correm risco de serem contaminados, além das várias questões relacionadas à legislação do país em que os dados estão armazenados. “Eu acho que a computação em nuvem não é maior por causa destas questões e nós sabemos que em três anos nós veremos muitas delas respondidas pelos provedores.”
Outra grande dúvida das companhias de TI, é relativa às demissões. Para Villars, os profissionais terão que se adaptar a este novo modelo. “As companhias de TI vão passar por mudanças, o que elas mais precisarão é de pessoas que possam trabalhar com as unidades de negócios para desenvolver aplicativos.”
Roveri completa o pensamento do colega dando exemplos práticos. “O maior problema para as empresas vai ser encontrar profissionais com habilidades para lidar com os negócios, nós estamos acostumados a ter várias pessoas especializadas em infraestrutura, porém, poucas são capazes de lidar com esta área.”
 
Para Roveri, no momento em que obtivemos mais recursos por causa da nuvem e menos necessidade de profissionais especialistas em infraestrutura, o mercado criou uma ideia errada de demissões. “Eu acredito que profissionais de TI mais bem-sucedidos são aqueles que entendem de negócios e, então, eles serão a TI da área de negócios. Eles serão responsáveis por comprar a capacidade computacional e atender às necessidades da empresa. Eles serão mais executivos de relacionamentos do que um cara de TI.”
Fonte: Itweb

ByConquiste Contabilidade

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